Hard Fork Vs. Soft Fork - Entenda as diferenças

18/09/2021


Neste artigo, iremos discutir sobre como as redes de criptomoedas podem ser atualizadas, apesar de não existir uma autoridade central. Para isso, são usados dois mecanismos diferentes: hard forks e soft forks.

O que é um fork?

Quando um software passa por um fork, ele sofre alteração, isto é, é copiado e modificado. O projeto original continua existindo, mas de forma separada do novo, que assume uma direção diferente. 

Observe que esse tipo de coisa acontece muito em projetos open-source (de código aberto) e já é algo que acontece muito antes do surgimento do Bitcoin ou da Ethereum. No entanto, a distinção entre hard forks e soft forks é quase exclusiva de ambientes blockchain. 

Hard forks vs. soft forks

Apesar de terem nomes semelhantes e essencialmente a mesma finalidade, os hard forks e soft forks possuem diferenças significativas. 

O que é um hard fork?

Hard forks são atualizações de software que são incompatíveis com versões anteriores. Normalmente, ocorre quando nodes adicionam novas regras que apresentam conflito com as regras de nodes mais antigas. Então, esses novos nodes são capazes de se comunicar somente com outros que operam a nova versão, sendo que como resultado, a blockchain se divide, criando duas redes distintas: uma com as regras antigas e outra com as novas.

Portanto, agora existem duas redes funcionando em paralelo. Ambas continuam propagando blocos e transações, mas não estão mais trabalhando na mesma blockchain. Todos os nodes compartilharam uma mesma blockchain até o ponto de bifurcação, mas depois disso, eles terão blocos e transações diferentes. 

Um exemplo de hard fork foi o de 2017 que dividiu a cadeia Bitcoin em duas – a original, Bitcoin (BTC), e uma nova, Bitcoin Cash (BCH). A bifurcação ocorreu depois de muita discussão sobre a melhor abordagem para a escalabilidade. Os proponentes do Bitcoin Cash queriam aumentar o tamanho do bloco mas membros da rede Bitcoin original se opuseram à mudança.

O que é um soft fork?

É uma atualização que é compatível com versões anteriores, ou seja, nodes atualizados ainda podem se comunicar com os que ainda não fizeram a atualização. No soft fork, normalmente ocorre a adição de uma nova regra que não entra em conflito com as regras anteriores.

Por exemplo, uma redução do tamanho de bloco pode ser implementada através de um soft fork. Usando novamente o Bitcoin como exemplo: embora exista um limite para o tamanho máximo de um bloco, não há limite para o tamanho mínimo. Caso você queira aceitar apenas blocos menores do que um tamanho específico, basta rejeitar os maiores.

E um ótimo exemplo de soft fork foi o já mencionado Segregated Witness (SegWit), que ocorreu logo após a divisão Bitcoin/Bitcoin Cash. O SegWit foi uma atualização que mudou o formato de blocos e transações, mas foi minuciosamente elaborado. Os nodes antigos ainda podiam validar blocos e transações (a atualização não violava as regras), mas eles simplesmente não as entendiam completamente. Alguns campos só podiam ser lidos quando os nodes mudavam para o software mais recente, o que permitia a análise de dados adicionais.

Mesmo dois anos após a ativação do SegWit, nem todos os nodes foram atualizados. A atualização completa apresenta algumas vantagens, mas não há urgência, já que não se tratam de mudanças que prejudicam o bom funcionamento da rede.

Portanto, os hard forks e soft forks são cruciais para o sucesso de longo prazo das redes blockchain. Eles possibilitam muitas mudanças e atualizações em sistemas descentralizados, mesmo com a ausência de uma autoridade central.

Portanto, os forks permitem que blockchains e outras criptomoedas integrem novas funcionalidades à medida que se desenvolvem. Sem esses mecanismos, precisaríamos de um sistema centralizado com total controle. Caso contrário, estaríamos presos exatamente às mesmas regras, durante todo o tempo de existência do protocolo.

Por: Sophia Müller

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