Alfândega dos EUA vai testar sistema blockchain para rastreamento de remessas

27/08/2018


Uma das maiores agências controladoras dos EUA, a Customs and Border Protection (CBP), lançará um teste de um sistema de rastreamento de remessas baseado em blockchain, informou a agência de notícias GSN em 24 de agosto.

No teste, a CBP combinará dois sistemas separados: o aplicativo da CBP e uma plataforma blockchain desenvolvida pelo órgão matriz da agência — e a principal organização de controle de fronteiras do país — o Departamento de Segurança Interna (DHS).

Os resultados dos testes determinarão como a tecnologia de distributed ledger (DLT) será capaz de aprimorar o processo de verificação dos certificados de origem dos parceiros do Acordo de Livre Comércio da América do Norte e do Acordo de Livre Comércio da América Central, bem como reduzir o procedimento de re-evio de dados das remessas.

Durante os testes, a agência também pretende estabelecer padrões de interação entre blockchains diferentes, a fim de garantir que todas as empresas e softwares sejam facilmente conectados à alfândega sem a necessidade de personalização adicional.

Vincent Annunziato, diretor da Divisão de Transformação e Inovação da CBP, comentou que no momento várias plataformas blockchain não são compatíveis o suficiente, enfatizando que garantir a segurança dos dados é “de maior importância”.

A CBP também está desenvolvendo um esquema de proof of concept para lidar com direitos de propriedade intelectual. Neste momento, Vincent enfatizou que o teste bem-sucedido do projeto blockchain permitirá que os consumidores definam se um determinado produto é autêntico ou não.

De acordo com a GSN, a CBP também está colaborando com startups blockchain como a Factom e a Diretoria de Ciência e Tecnologia (S&T) da DHS em outro projeto de blockchain para combater a interceptação de dados de sensores e câmeras na fronteira. O projeto está em estágio de teste de campo no Texas por seis meses.

A DHS havia anunciado anteriormente que está se preparando para implementar a tecnologia blockchain na proteção do compartilhamento e armazenamento de dados coletados por câmeras de segurança, sensores e bancos de dados internos, no início de 2017, em um movimento para impedir a manipulação de dados e ataques de hackers em dispositivos operando nas fronteiras e aeroportos.

No início deste mês, a gigante de tecnologia IBM e a gigante de transporte e logística dinamarquesa, Maersk, lançaram um projeto de transporte conjunto baseado em blockchain, o “TradeLens”, com 95 organizações envolvidas e 154 milhões de casos de remessas que já foram capturadas.

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Fonte: cointelegraph


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