Coreia do Norte sediará sua primeira conferência internacional sobre criptomoedas

27/08/2018


Em outubro, a Coreia do Norte está planejando sediar, pela primeira vez, uma conferência internacional focada em criptomoedas e tecnologia blockchain. De acordo com a Radio Free Asia, o evento será realizado em Pyongyang e se estenderá por dois dias a partir de 1º de outubro.

Por vários relatórios, espera-se que a conferência atraia especialistas em blockchain e criptomoedas de todo o mundo. Nenhuma informação foi fornecida sobre como isso acontecerá, dado que o país tem uma indústria de turismo de conferência subdesenvolvida e o fato de que alguns países como os Estados Unidos proibiram seus cidadãos de viajar para a Coreia do Norte, exceto em circunstâncias especiais.

O evento está programado para concluir com um meet-and-greet com os líderes empresariais da Coreia do Norte. Fontes disseram à Radio Free Asia que o objetivo por trás da realização da conferência era demonstrar as capacidades tecnológicas do país asiático.

Isso ocorre em um momento em que um relatório compilado pelo Korea Development Bank, uma instituição financeira estatal da Coreia do Sul, afirmou que surgiram evidências de uma operação de mineração de criptomoedas em pequena escala sendo operada pelo regime norte-coreano no ano passado entre maio e julho. No entanto, segundo a agência de notícias Yonhap, a iniciativa teria fracassado, embora as razões não tenham sido fornecidas.

O relatório do Banco de Desenvolvimento da Coreia do Sul parece confirmar as conclusões tiradas anteriormente de que a Coreia do Norte poderia estar de olho em criptomoedas como forma de escapar das sanções impostas ao país ou como forma de financiar o regime do rei Jong-un, governante do país.

Em fevereiro deste ano, autoridades da inteligência sul-coreana disseram ao Parlamento do país que hackers norte-coreanos haviam roubado bilhões de won em criptomoedas no ano passado hackeando exchanges. Durante um briefing, um membro do comitê de inteligência parlamentar do país, Kim Byung-kee, aludiu ao fato de que os hackers obtiveram as informações confidenciais das exchanges de criptomoedas, bem como as informações privadas de seus clientes através de phishing.

E este não foi um novo acontecimento. Em setembro do ano passado, por exemplo, a firma de segurança cibernética FireEye alertou que hackers patrocinados pela Coreia do Norte tinham como alvo as exchanges de criptomoedas da Coreia do Sul com o objetivo de roubar Bitcoins e outros ativos digitais. Esses esforços visavam evitar sanções, bem como obter fundos destinados a patrocinar o regime. E, exatamente como a agência de inteligência da Coreia do Sul havia apontado, o relatório da FireEye indicava que os ataques às exchanges haviam sido precedidos por campanhas de phishing.

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Fonte: ccn


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