Investidores de 28 países compram terras em Liberstad, a “cidade privada” da Noruega

27/04/2018


Com slogans como “impostos são um roubo”, Liberstad está atraindo mais e mais libertários de todo o mundo, segundo relatos da mídia local. De acordo com seu site, 112 pessoas já compraram terrenos na “cidade anarco-capitalista”, não muito longe de Kristiansand, no sul da Noruega. Os compradores vêm de 28 países, incluindo a Noruega, a vizinha Suécia, o distante Brasil e o Reino Unido. Outros 500 potenciais investidores se inscreveram em uma lista de espera.

As parcelas são vendidas por 75.000 Kronor Norueguês, ou 9.400 dólares por 1.000 m2, e até 375.000 NOK (47.100 dólares) por 5.000 m2. Os pagamentos são aceitos em 27 criptomoedas diferentes atualmente, incluindo Bitcoin Cash (BCH) e Bitcoin (BTC). A equipe por trás de Liberstad planeja começar a entregar os lotes comprados até 2020, quando os primeiros moradores poderão se mudar.

https://youtu.be/P1ljjYrclRw

O projeto informou durante a pré-venda do ano passado, que pretende ser “uma empresa privada voluntária, baseada no lucro, que oferece proteção da vida, liberdade e propriedade dentro de uma área específica”. Seus fundadores afirmam que uma cidade privada não é uma ideia utópica, mas um modelo de negócios no qual os principais elementos já são conhecidos e simplesmente transferidos para “o mercado para morar juntos”.

No último verão, John Holmesland e Sondre Bjellås compraram a fazenda Tjelland no município de Marnardal, onde a cidade está localizada. Desde então, eles promoveram o projeto e informaram sobre seu progresso através das mídias sociais e do blog de Liberstad. Em dezembro, anunciaram que as autoridades locais haviam concedido concessão e permissão para a posse da propriedade agrícola onde a cidade está sendo desenvolvida.

Polícia privada e outros serviços "públicos" planejados

John Holmesland disse à agência norueguesa local que Liberstad foi inspirada pelo Atlantic Station, um projeto semelhante dentro da cidade de Atlanta, no estado americano da Geórgia. Ele e seu parceiro querem, eventualmente, criar uma força policial privada, um corpo de bombeiros e uma empresa de serviços de água para os moradores da cidade. As empresas serão convidadas a fornecer esses e outros serviços privados (públicos).

"A única coisa que exigimos é que você respeite o princípio da não-agressão e os direitos de propriedade privada", afirmam seus fundadores. Segundo a mídia local, eles podem se deparar com alguns problemas em sua tentativa de conseguir tudo isso. Seus planos foram rejeitados por alguns oficiais noruegueses.

"Pode ser que alguém venha e se estabeleça lá, mas estabelecer um estado dentro do estado não é realista", disse Kari Henriksen, vice-representante do partido trabalhista, à emissora estatal norueguesa NRK. Henriksen, que representa o eleitorado local da Vest- Agder no parlamento norueguês, acredita que os moradores da "cidade privada" dependerão do resto da sociedade de muitas maneiras.

Um projeto semelhante é a República Livre de Liberland estabelecida em um território disputado entre a Croácia e a Sérvia. Foi proclamada pelo libertário tcheco Vít Jedlička em 2015. Outro exemplo que vale a pena mencionar é o plano do Instituto Seasteading de desenvolver uma cidade flutuante no Oceano Pacífico como um “assentamento permanente e politicamente autônomo”.

Fonte: news.bitcoin


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