Relatório de Riqueza de uma consultoria imobiliária mostra que clientes estão mais expostos ao ouro do que às criptomoedas

13/03/2018


O Wealth Report de 2018 da Knight Frank, uma empresa de consultoria imobiliária global, descobriu que seus clientes foram expostos às criptomoedas menos que todos os ativos pesquisados, até mesmo o ouro.

Um gráfico da Knight Frank Attitudes Survey mostra a porcentagem de clientes que só experimentaram um aumento na exposição a certos ativos, o que coloca as criptomoedas abaixo do ouro, em 21%.

No entanto, em resposta à pergunta da pesquisa: "Como a exposição de seus clientes aos seguintes investimentos mudou nos últimos 12 meses?", A média global de exposição às criptomoedas é de 16%, enquanto a média global de exposição a ouro e títulos é menor, 15% e 6% respectivamente.

Embora o Bitcoin às vezes tenha sido referido como "ouro digital", o World Gold Council vê as principais diferenças entre os dois ativos como a menor "liquidez do dia- a-dia" do BTC e os diversos usos e aplicações do ouro na indústria da joalheria, bem como na indústria de tecnologia e nos bancos centrais.

A porcentagem mede a diferença entre aqueles que relataram aumento da exposição versus aqueles que relataram uma diminuição.

De acordo com os dados, a região com maior exposição à criptomoedas é a América Latina, com 33%, o que pode ser explicado pela crescente hiperinflação na economia da Venezuela. Essa hiperinflação pode levar à "Bitcoinização” da Venezuela, já que mais venezuelanos se voltaram para as criptos ao invés de usar o Bolívar, cujo valor total em um ponto no outono passado era igual a 50% do valor do ouro virtual do World of Warcraft.

O presidente venezuelano, Nicolas Maduro, tentou capitalizar a popularidade das criptomoedas em seu país lançando uma moeda apoiada pelo estado, o Petro, no final de fevereiro, algo incerto.

A região com o menor aumento médio de exposição às criptomoeda é a Ásia, com 5 por cento. A falta de exposição pode ser atribuída às proibições de criptomoedas atualmente vigentes na China, como a proibição de casas de câmbio domésticas, casas de câmbio estrangeiras, bem como as Ofertas Iniciais de Moedas (ICO). A Coreia do Sul, que é bem conhecida pelo grande uso público de criptomoedas, também implementou a proibição de trades anônimos em exchanges este ano.

O relatório Knight Frank Wealth também contém um artigo sobre o potencial do Blockchain para revolucionar os mercados imobiliários. Países do mundo todo já começaram a usar o Blockchain no mercado imobiliário, como o registro de terras do governo sueco pronto para realizar sua primeira transação de propriedade no Blockchain. Em Vermont, um projeto piloto sobre mercado imobiliário no Blockchain já completou a primeira transação imobiliária Blockchain dos Estados Unidos.

O relatório de riqueza também faz uma pergunta sobre os pontos de vista dos clientes da Knight Frank sobre a tecnologia Blockchain, com a maioria respondendo pela média global dos entrevistados como "duvido que muitos dos meus clientes já ouviram sobre o Blockchain". 4 por cento respondeu: "o Blockchain já está tendo um impacto tangível", com a Rússia e a Comunidade de Estados Independentes (CEI) juntos com a América do Norte em 8%.

A Knight Frank tem 370 escritórios em 55 países, gerindo mais de US $817 bilhões em propriedades que vão de comercial, residencial e até agrícola.

Fonte: cointelegraph


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