Executivo de capital de risco compara Bitcoin com Amazon depois da bolha da internet

22/11/2018


Em entrevista à CNBC em 21 de novembro, Lou Kerner, sócio da firma de capital de risco CryptoOracle, comparou a atual queda nos preços das criptomoedas com a explosão das empresas pontocom no início dos anos 2000.

No programa "Worldwide Exchange" da CNBC, Lou afirmou que as moedas fortes devem ser vistas como as grandes empresas que saíram da bolha da internet, usando o exemplo da gigante do e-commerce Amazon:

“Se você voltar para a bolha da internet, que é o que muitos de nós olhamos, a Amazon, sem dúvida uma das maiores empresas da história da humanidade, caiu mais de 95% em dois anos.”

A Amazon abriu o capital em maio de 1997, com preço de US $18 por ação. Em dezembro de 1998, o preço das ações da empresa subiu para mais de US $300 por ação, mas logo depois que a bolha da internet estourou em março de 2000, o preço da ação caiu para pouco menos de US $6 por ação. Com o tempo, a Amazon conseguiu se tornar a segunda empresa dos EUA a atingir um valor de mercado de US $1 trilhão.

Lou Kerner disse que a volatilidade atual não é nada comparada ao que os investidores de longa data do Bitcoin já viram, relembrando um dia em 2013, quando o mercado caiu 70% durante a noite. “É disso que se trata o investimento em criptomoedas”, acrescentou Kerner, lembrando também que o impacto de todas as grandes mudanças tecnológicas é superestimado no curto prazo e subestimado no longo prazo.

O capitalista de risco afirmou ainda que o Bitcoin é “a maior reserva de valor já criada”, acrescentando que a criptomoeda líder ultrapassará o ouro ao longo do tempo. Quando perguntado sobre o que poderia estar por trás da recente queda no mercado de criptomoedas, Kerner argumentou que “as criptomoedas estão tão fracas porque a maioria delas não tem valor intrínseco além da confiança”.

Muitos especialistas do setor compartilharam uma perspectiva positiva em relação ao futuro do mercado de criptomoedas. Bart Smith, diretor de ativos digitais da Susquehanna, empresa de tecnologia e comércio global sediada nos Estados Unidos, disse que ainda acredita no Bitcoin no longo prazo em meio à queda do mercado, enfatizando que as criptomoedas são um "jogo longo" e que "toda grande ideia é volátil".

Spencer Bogart, sócio da Blockchain Capital, empresa de capital de risco, também acredita que as oportunidades das criptomoedas ainda são “gigantescas”, apesar do atual mercado de baixa. Bogart também expressou sua posição de "mono-cripto", alegando que o Bitcoin tem o "maior efeito de rede estabelecido" e é "mais de cinco vezes maior do que a segunda maior criptomoeda".

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Fonte: cointelegraph


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