CVM autoriza investimentos em criptomoedas e XP Investimentos atuará no mercado Bitcoin no Brasil

24/09/2018


Uma das maiores instituições financeiras do país, a corretora de ações XP Investimentos, que possui 450 mil clientes ativos e R$ 90 bilhões em custódia, deve começar a operar no mercado brasileiro de Bitcoin. Em maio do ano passado, a XP teve 49,9% de suas ações adquiridas pelo banco Itaú por R$ 6 bilhões.

No início de setembro do ano passado, a empresa conseguiu registrar a marca XP BITCOIN para atuar no mercado, de acordo com o site do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), órgão que faz o registro das marcas no Brasil.

No dia 25 de setembro, a Folha de São Paulo publicou uma reportagem sobre Bitcoin, que continha uma declaração de um dos responsáveis pela nova área de Bitcoin da XP.

“Não é regulado e não tem nenhuma instituição financeira grande ou FGC (Fundo Garantidor de Créditos) por trás. É de extremo risco, afirma João Paulo Oliveira, analista-chefe de criptomoedas da XP Investimentos. Maior corretora do país, a XP diz ainda estar começando a olhar para esse mercado.”

A chegada de uma corretora desse porte no mercado Bitcoin é uma prova que o setor está evoluindo e atraindo a atenção de investidores e especuladores de peso.

Outro fato importante aconteceu no dia 19 de setembro, quando a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) publicou um Ofício Circular autorizando os administradores e gestores de fundos de investimentos à investirem indiretamente em criptomoedas no exterior por meio da aquisição de cotas de fundos, derivativos, entre outros ativos negociados em terceiras jurisdições, desde que admitidos e regulamentados naqueles mercados.

No Ofício a CVM alerta também para os administradores e gestores observarem as diligências para tomada de decisão, destacando a possibilidade de financiamento, direta ou indiretamente, de operações ilegais nesse mercado como a lavagem de dinheiro, práticas não equitativas, realização de operações fraudulentas ou de manipulação de preços.

“É importante que o gestor verifique se determinado criptoativo não representa uma fraude, como, aliás, tem sido visto com grande recorrência, por exemplo, nas operações recentes de ICO pelo mundo. Assim, é importante que o gestor adote diligências para minimizar o risco de fomentar a oferta de um criptoativo fraudulento, com a verificação das variáveis relevantes associadas à emissão, gestão, governança e demais características do criptoativo.”

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Fonte: medium, cvm


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